![]() ![]() Edição nº424
13 a 19 Jan 2000 CTT dá cartas com La Poste As vantagens das “Stock Options” «Pertenço à geração do dígito» |
| EM
FOCO |
«Pertenço à geração do dígito» Mário Franco dedica todo o seu tempo ao associativismo e à vida cívica. Dirige os destinos da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação e quer levar as TI’s aos quatro cantos do País.
Socialista por convicção, desde muito cedo que participa na vida associativa. Vereador à Câmara de Mafra, várias foram as lutas que encetou e venceu. Hoje, e depois de ter participado na Secretaria de Estado da Juventude e na Confederação Europeia dos Conselhos Nacionais de Juventude, Mário Franco vê a sua chegada à Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação como algo decorrente da sua forte participação na vida cívica. Embora sem participar, desde há algum tempo, em órgãos do partido, a componente cívica e associativa rege a vida do presidente. Talvez por isso, a sua intensa maleabilidade associativa o tenha conduzido a um quadro associativo internacional, onde «travei conhecimento e amizade com pessoas das mais diversas áreas da política, às empresas e sindicatos…». Uma panorâmica que leva Mário Franco a consolidar uma rede de contactos, «que tiveram como pano de fundo o Conselho Nacional de Juventude, onde passámos a ter um contacto activo com as mais variadas pessoas dentro das diversas áreas da sociedade. Além de que houve uma maior abertura a experiências e ideias». Com uma postura de máxima abertura, Mário Franco rege-se por uma matriz que assenta na tolerância. E gosta de sublinhar dois aspectos que considera característicos da juventude portuguesa: por um lado, diz que a geração a que pertence é cheia de criatividade e energia e, por outro, considera-a «aberta ao mundo, com espírito democrático». Aliás, na sua opinião, esta gente «está a mudar Portugal». Na verdade, falar da sua geração, que situa entre os anos 80 e 90, inspira-o: «Pertenço à geração do dígito, do zero e do um, e que se caracteriza pela abertura de Portugal ao mundo, que tem consolidado a democracia nacional. Além de que é uma geração que tem contribuido para afirmar o nosso país como desenvolvido». Gerir a crise
Com espírito de missão, a Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação foi criada com o intuito de divulgar as novastecnologias junto do público mais jovem. «Afinal um trabalho de construção e consolidação de toda uma rede de jovens, ligados às TI’s, que havia de “produzir”, em 1992, a Fundação.» Uma Fundação que, neste momento, tem pela frente um conjunto de desafios. «Por um lado, temos todo um trabalho de consolidação/divulgação junto daqueles que mais carecem do contacto com as novas tecnologias e, por outro, operamos nas zonas territoriais menos privilegiadas, incluíndo as ilhas». Assim, depois de introduzir no quadro da Fundação as novas tecnologias, «a Internet começa a dar nas vistas e a Fundação redefine-se». A par deste novo quadro, Programas como “Inforjovem”, “Galileu” ou “Diálogo” tomam novos rumos e alargam horizontes por forma a ser retirado o máximo partido das três vertentes. Com o Programa Inforjovem como uma das bandeiras desta Fundação, Mário Franco refere que a consolidação e afirmação da formação e dos formadores tem sido constante: «O objectivo último é conseguirmos fazer chegar a todo o País e a toda a gente a familiarização com o informática e Internet». Para consolidar este objectivo, a Fundação tem estrutura própria, ainda que debaixo da alçada da Secretaria de Estado da Juventude. Espalhada por todo o País, ilhas incluídas, a FDTI pretende «um conjunto cada vez mais alargado de ofertas, quer de acções de formação, quer de formadores. Assim, para que tudo isto passe para o terreno, criámos modelos aos quais as pessoas podem aderir. E devo sublinhar que, no ano passado, formámos cerca de 30 mil pessoas, em todas as freguesias do País». Norteado pelo objectivo de formar o maior número de pessoas, Mário Franco faz questão de salientar que «queremos que as tecnologias de informação cheguem ao maior número possível de indivíduos. Uma postura que irá qualificar ao máximo, ao mesmo tempo que certifica qualitativamente a mão-de-obra nacional». Fórmulas que levam o presidente da FDTI a tomar um terceiro objectivo: «criar novos produtos e fazer uma nova utilização dos existentes». Concretizando a ideia, significa que ter-se-á de fazer formação não apenas assente em novos conteúdos ou procedimentos, mas misturando conteúdos. Isto é «poder-se-á utilizar formação à distância, CD-ROM, vídeo-conferência entre outros benefícios ou procedimentos», refere Mário Franco. Estratégias que visam, deste modo, formar massa crítica que vá permitir ao País o desenvolvimento e os meios humanos para as várias concretizações económico-sociais, que ajudem Portugal a ingressar para nos primeiros lugares dentro da União Europeia. Detendo uma política equilibrada entre as receitas e as despesas, todos os possíveis lucros são reinvestidos em prol dos objectivos da Fundação. Uma Fundação que “estendeu tentáculos” aos Palop, «onde colocámos, em todos os países de língua oficial portuguesa, centros de divulgação e respectivos formadores». A razão apontada por Mário Franco para esta política prende-se com o querer criar um maior interesse e massa crítica em português na área das tecnologias de informação. Para tal, a Fundação divulga e produz manuais em português e trabalha software na língua-mãe. Sociedade do
conhecimento |
||||||||
| MAIS NOTÍCIAS
PROTAGONISTAS | ||||||||
| RETRATO - Ângela Santos | ||||||||
| EQUIPA - Sem limites | ||||||||
| SEGREDOS HIGH TECH - «O e-commerce em Portugal ainda é um pequeno laboratório de pesquisa» | ||||||||
|
|
Home ||
Edição ||
Notícias ||
Serviços ||
Pesquisa | | ||||||||
Copyright © 2000 www.Valor.iol.pt - Media Capital Edição e Produção Multimedia S.A. | ||||||||