a p r e s e n t a ç ã o  d a  o b r a

"Na próxima década, pela primeira vez em 10.000 anos, a maioria das pessoas verificará que a ligação geográfica está a dissolver-se"

 

Tsugio Makimoto e David Manners

Digital Nomad

 

As tecnologias da mobilidade, como por exemplo, o WI-FI, o CDMA, o DVB-H, o bluethooth,

 o GSM e o 3G entre muitas outras e os seus equipamentos de uso, telemóveis, smartphones,

computadores de bolso, entre uma infinidade difícil de citar, invadem-nos em todos os locais e

momentos, inclusive nos mais íntimos, transformando por completo o quotidiano de todos nós, umas

vezes positiva outras negativamente, ficando para cada um, a responsabilidade de aproveitar bem

estes instrumentos.

Reflectir sobre o seu significado e ensaiar compreender o seu alcance num caso concreto, o da

televisão móvel, é o objectivo do texto agora publicado em livro portátil. É minha convicção que

esta é a melhor forma para aprofundar um debate sobre o assunto e desse modo contribuir para a

apropriação social das tecnologias da informação e comunicação móveis, de modo a colocá-las ao

serviço do desenvolvimento humano e não limitar-se a observar o seu aparecimento ou experimentar

as suas funcionalidades operativas.

 O uso das designadas tecnologias de informação e comunicação móveis ou nómadas (tic-n) está em

expansão. Este fenómeno apela constantemente para a nossa atenção; um bom exemplo é a

observação na rua ou em qualquer espaço público, onde podemos ver pessoas nas mais íntimas

conversas expressando-se inclusivamente com gestos ou observá-las concentradas no envio de

mensagens, a fotografar ou mesmo a filmar com o seu telemóvel ou PDA. Neste ambiente, vemos

nascer em cada momento novas aplicações e tudo o que nos rodeia se altera em função deste

paradigma tecnológico que emerge de modo exponencial.

 

Este opúsculo, escrito em diversos lugares e muitas vezes em movimento ou em viagem, é acima de

tudo o epílogo de um conjunto de artigos já publicados nos últimos dois anos no Jornal de

Negócios, ao qual é devido um agradecimento pela ousadia de o fazer. Sem o incentivo de ir vendo

publicado o trabalho, seria mais difícil concretizar esta iniciativa de pensar as tecnologias de

informação e comunicação móveis, as quais pelo seu impacte e potencial a tantos níveis merecem

certamente ainda mais análise e reflexão; este texto é tão só um contributo.